1.1. Justificativa

A criação da Habilitação Profissional Técnica de Nível Médio de Técnico em Desenvolvimento de Sistemas Integrado ao Ensino Médio deve-se à mudança ocorrida em 2015 no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT), 3ª edição. Nessa nova versão, houve mudanças relacionadas à programação de computadores, ao desenvolvimento de softwares, à infraestrutura e suporte em informática, como montagem, configuração e manutenção de computadores, o que tornou necessária a elaboração de uma nova habilitação profissional técnica.

Segundo pesquisa realizada pela International Data Corporation (IDC, 2018), em 2018 haverá um crescimento de 2,2% no mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil. Na mesma pesquisa destaca-se o setor de Tecnologia da Informação (TI) com crescimento estimado para 2018 de 5,8%. Pesquisas realizadas pelo professor Fernando de Souza Meirelles, na Fundação Getúlio Vargas (FGV, 2018), como a 29ª Pesquisa Anual do Uso de Tecnologia da Informação de 2018, indicam uma tendência de gastos e investimentos em TI acima de 7,7% do faturamento líquido de médias e grandes empresas.

Em se tratando de instituições, a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX, 2018) também discursa sobre o constante crescimento do setor da Tecnologia da Informação no Brasil e no mundo, prevendo um crescimento de 9,4% nos gastos com produtos e serviços do setor, em 2018.

As pesquisas sinalizam um mercado em ascensão e indicam a importância da formação de profissionais habilitados a exercerem as funções advindas dessa área profissional. A habilitação profissional técnica de nível médio em TÉCNICO EM DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO tem por objetivo proporcionar aos estudantes conhecimentos e práticas que os levem a apropriarem-se de tecnologias numa condição de excelência, articulando conceitos e metodologias, estratégias e avanços técnico-mercadológicos adicionados a novos recursos humanos, a fim de corresponder, de maneira eficiente, a critérios, normas e sistemas específicos presentes nos segmentos desse setor.

Fontes de Consulta:
Softex - Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro. Números apresentados durante o Gartner ITxpo com a presença do Brasil IT+. Disponível em www.softex.br/gartner-afirma-que-despesas-globais-com-ti. Acesso em 27 Jun. 2018.
IDC - International Data Corporation. Previsão da IDC para o mercado de TIC no Brasil em 2018 aponta crescimento de 2,2%. Disponível em br.idclatin.com/releases/news.aspx?id=2275. Acesso em 27 Jun. 2018.
FGV - Fundação Getúlio Vargas. 29ª Pesquisa Anual, 2018 Administração e Uso da TI nas Empresas. Disponível em eaesp.fgv.br/sites/eaesp.fgv.br/files/pesti2018gvciappt.pdf. Acesso em 27 Jun. 2018.


1.2 Objetivos

O curso de TÉCNICO EM DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO tem como objetivos capacitar o aluno para:

  • resolver situações-problema para o desenvolvimento de sistemas, com aplicação de fundamentos da computação e da tecnologia de informação;
  • desenvolver sistemas, com o uso de sistemas operacionais e de softwares;
  • desenvolver sistemas, com emprego de fundamentos de redes de computadores e Internet;
  • construção softwares, utilizando lógica de programação e algoritmos;
  • codificar e depurar programas, utilizando ambientes de desenvolvimento;
  • efetuar testes de qualidade de software e sistemas;
  • analisar, projetar e documentar sistemas de informação que atendam aos requisitos do negócio;
  • projetar, implementar e utilizar bancos de dados no desenvolvimento de sistemas;
  • desenvolver ideias criativas e inovadoras na resolução de problemas computacionais;
  • utilizar os fundamentos da segurança da informação de forma a permitir a identificação de ameaças e o comportamento preventivo.


1.3 Organização do Curso
A necessidade e pertinência da elaboração de currículo adequado às demandas do mercado de trabalho, à formação profissional do aluno e aos princípios contidos na LDB e demais legislações pertinentes, levou o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, sob a coordenação do Prof. Almério Melquíades de Araújo, Coordenador do Ensino Médio e Técnico, a instituir o “Laboratório de Currículo” com a finalidade de atualizar, elaborar e reelaborar os Planos de Curso das Habilitações Profissionais oferecidas por esta instituição, bem como cursos de Qualificação Profissional e de Especialização Profissional Técnica de Nível Médio demandados pelo mundo de trabalho.

Especialistas, docentes e gestores educacionais foram reunidos no Laboratório de Currículo para estudar e analisar o Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos (MEC) e a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações (Ministério do Trabalho). Uma sequência de encontros de trabalho, previamente agendados, possibilitou reflexões, pesquisas e posterior construção curricular alinhada a este mercado.

Entendemos o “Laboratório de Currículo” como o processo e os produtos relativos à pesquisa, ao desenvolvimento, à implantação e à avaliação de currículos escolares pertinentes à Educação Profissional Técnica de Nível Médio.

Partimos das leis federais brasileiras e das leis estaduais (estado de São Paulo) que regulamentam e estabelecem diretrizes e bases da educação, juntamente com pesquisa de mercado, pesquisas autônomas e avaliação das demandas por formação profissional.

O departamento que oficializa as práticas de Laboratório de Currículo é o Grupo de Formulação e Análises Curriculares (Gfac), dirigido pela Professora Fernanda Mello Demai, desde outubro de 2011.

No Gfac, definimos Currículo de Educação Profissional Técnica de Nível Médio como esquema teórico-metodológico que direciona o planejamento, a sistematização e o desenvolvimento de perfis profissionais, atribuições, atividades, competências, habilidades, bases tecnológicas, valores e conhecimentos, organizados por eixo tecnológico/área de conhecimento em componentes curriculares, a fim de atender a objetivos da Formação Profissional de Nível Médio, de acordo com as funções do mercado de trabalho e dos processos produtivos e gerenciais, bem como as demandas sociopolíticas e culturais, as relações e atores sociais da escola.

As formas de desenvolvimento dos processos de ensino-aprendizagem e de avaliação foram planejadas para assegurar uma metodologia adequada às competências profissionais propostas no Plano de Curso.


2. Requisitos de Acesso
O ingresso no Curso TÉCNICO EM DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO dar-se-á por meio de processo classificatório para alunos que tenham concluído a nona série do Ensino Fundamental II ou equivalente.

O processo classificatório será divulgado por edital público, com indicação dos requisitos, condições e sistemática do processo e número de vagas oferecidas.

As competências e habilidades exigidas serão aquelas previstas para o Ensino Fundamental II ou equivalente nas quatro áreas do conhecimento:

  • Linguagens;
  • Ciências da Natureza;
  • Ciências Humanas;
  • Matemática.

Por razões de ordem didática e/ou administrativa que possam ser justificadas, poderão ser utilizados procedimentos diversificados para ingresso, sendo os candidatos deles notificados por ocasião de suas inscrições.

O acesso as demais séries ocorrerão por avaliação de competências adquiridas no trabalho, por aproveitamento de estudos realizados ou por reclassificação.

 

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