1.1. Justificativa

A história da informática confunde-se com a própria história humana, concebendo-a como sendo a ciência da informação.

Os primeiros instrumentos que o ser humano utilizou para facilitar os cálculos foram, sem dúvida, os dedos das mãos. Essa "ferramenta" era suficiente para a época, pois as operações aritméticas a serem efetuadas eram muito simples.

Com a evolução da sociedade em que vivia, o homem deparou-se com situações que envolviam cálculos cada vez maiores e complexos. Dessa necessidade surge o primeiro instrumento criado especialmente para auxiliar a realização dos cálculos: o Ábaco, que foi utilizado durante 5.000 anos e ainda hoje, vem sendo, com algumas modificações em determinados lugares do mundo, como no Japão, China, União Soviética, entre outros.

Na continuidade das invenções, seguem ainda: em 1642 a Pascaline, máquina de cálculos de Pascal, que era capaz de somar e subtrair por meio de engrenagens mecânicas. Em 1671 a máquina de calcular de Leibnitz, que adicionou à máquina de Pascal os recursos de multiplicação e divisão.

Outro inventor importante nesse processo de evolução, foi Charles Babbage, que em 1823 projetou a "máquina diferencial" e em 1834 a máquina analítica; embora elas não tenham sido concluídas, inspiraram uma série de equipamentos desenvolvidos anos depois. Por essa colaboração, foi considerado o pai dos computadores.

Em 1880 Herman Hollerith criou uma máquina para tabular o censo nos EUA. Foi a primeira utilização de cartão perfurado. O sucesso com os resultados obtidos, levou Hollerith a procurar generalizar o uso dela para aplicações comerciais.

Posteriormente seria criada a International Business Machines Corporation, a IBM, conhecida até hoje.

Em 1906 nasce a eletrônica moderna e ela possibilitou o processamento, a comunicação e o armazenamento de dados, o que antes era pouco viável através do mecanismo eletromecânico. Neste ano Lee De Forest, engenheiro americano, inventa a válvula eletrônica.

O primeiro grande computador eletrônico apresentado em 1946, foi o ENIAC. Funcionava com 18.000 válvulas eletrônicas, pesava 30 toneladas e tinha o tamanho de uma sala com 180 m². Foi projetado durante o curso da segunda grande guerra, com o objetivo de calcular tábuas de bombardeamento e disparo. Foi desenvolvido em 1943 por John Mauchly e J. Presper Eckert, na Universidade da Pensilvânia.

O transistor, em 1947, viria causar o verdadeiro salto na eletrônica, substituindo a válvula; uma verdadeira revolução. Deve-se a ele através da miniaturização dos componentes eletrônicos, o surgimento dos primeiros computadores científicos e comerciais. Precisamente em 1964, algumas indústrias americanas se movimentam rumo a produção do circuito integrado (CI), que a grosso modo, é um componente eletrônico com centenas ou milhares de transistores.

Na década de 60, foi criado o microprocessador, o "cérebro" do microcomputador, que também é chamado de CHIP. Este é uma pastilha de silício, que concentra em si todos os componentes eletrônicos básicos necessários ao funcionamento do computador. Graças ao surgimento do CHIP, aparecem os primeiros microcomputadores.

De 1970 em diante, as evoluções tecnológicas se concentram principalmente na procura de processos mais precisos de miniaturização dos componentes internos dos microcomputadores. Esse processo permitiu a diminuição do peso dos equipamentos e do seu tamanho; o aumento da capacidade de armazenamento; processamento de dados e por fim, a redução consequente do seu custo.

Hoje, a informática é essencial na formação do trabalhador e sua qualificação profissional fundamental na hora de ocupar uma vaga em qualquer área do mercado de trabalho. O ser humano devido á sua atividade de criação e de trabalhos é uma fonte inesgotável de informação. A necessidade de se relacionar socialmente fez com que o conhecimento adquirido aumentasse progressivamente, ajudando a sociedade a se organizar melhor socialmente e melhorar os seus processos de produção e distribuição de riqueza.

O fruto maior da informática em nossa sociedade é o de manter as pessoas devidamente informadas, através de uma melhor comunicação, possibilitando assim, que elas decidam pelos seus rumos e os de nossa civilização.

Um profissional da área de informática não conhece fronteiras. Pode trabalhar em empresas públicas e privadas, bancos, escolas, universidades, comércio, prestadoras de serviço. O campo de trabalho é imenso e, pode-se dizer, quase inesgotável. Os eletrodomésticos inteligentes, vão ficar cada vez mais inteligentes, graças ao que se convencionou chamar de elementos embarcados – pequenos computadores ou processadores que comandarão a nossa vida doméstica.

Com uma área tão diversificada e abrangente, considerando a demanda do mercado e as aceleradas e significativas alterações que nele se processam, o Centro Estadual de Educação Tecnológica "Paula Souza" propõe um novo Plano de Curso para a Habilitação de TÉCNICO EM INFORMÁTICA.

Referências:
Fundação Bradesco - http://www.fb.org.br/institucional
Shvoong - http://pt.shvoong.com
Revista Você S.A.


1.2 Objetivos

  • desenvolver e operar sistemas, aplicações e interfaces gráficas;
  • montar estruturas de banco de dados;
  • codificar programas;
  • projetar, implantar e realizar manutenção em sistemas de aplicações;
  • selecionar programas de aplicação a partir da avaliação das necessidades do usuário;
  • prover sistemas de rotinas de segurança lógica.


1.3 Perfil Profissional de Conclusão
MÓDULO III
Habilitação Profissional Técnica de Nível Médio de TÉCNICO EM INFORMÁTICA


O TÉCNICO EM INFORMÁTICA é o profissional que desenvolve e opera sistemas, aplicações, interfaces gráficas. Monta estruturas de banco de dados e codifica programas. Projeta, implanta e realiza manutenção de sistemas e aplicações. Seleciona recursos de trabalho, linguagens de programação, ferramentas e metodologias para o desenvolvimento de sistemas.


1.4 Organização Curricular
1.4.1. Estrutura Modular
O currículo foi organizado de modo a garantir o que determina Resolução CNE/CEB 04/99 atualizada pela Resolução CNE/CEB nº 01/2005, o Parecer CNE/CEB nº 11/2008, a Resolução CNE/CEB nº 03/2008 a Deliberação CEE nº 79/2008 e as Indicações CEE nº 8/2000 e 80/2008, assim como as competências profissionais que foram identificadas pelo CEETEPS, com a participação da comunidade escolar.

A organização curricular da Habilitação Profissional Técnica de Nível Médio de TÉCNICO EM INFORMÁTICA está organizada de acordo com o Eixo Tecnológico de "INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO" e estruturada em módulos articulados, com terminalidade correspondente às qualificações profissionais técnicas de nível médio identificadas no mercado de trabalho.

Os módulos são organizações de conhecimentos e saberes provenientes de distintos campos disciplinares e, por meio de atividades formativas, integram a formação teórica e a formação prática em função das capacidades profissionais que se propõem desenvolver.

Os módulos, assim constituídos, representam importante instrumento de flexibilização e abertura do currículo para o itinerário profissional, pois que, adaptando-se às distintas realidades regionais, permitem a inovação permanente e mantêm a unidade e a equivalência dos processos formativos.

A estrutura curricular que resulta das diferentes módulos estabelece as condições básicas para a organização dos tipos de itinerários formativos que, articulados, conduzem à obtenção de certificações profissionais.

 

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