1.1. Justificativa 

Durante o ano de 2013 foram registrados no INSS cerca de 717,9 mil acidentes de trabalho. Comparando-se com o ano de 2012 observou-se aumento de 0,55%. O total de acidentes registrados com CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) aumentou em 2,30% de 2012 para 2013. Destes, os acidentes típicos representaram 77,32%; os de trajeto 19,96% e as doenças do trabalho 2,72%. Nos acidentes típicos e de trajeto, a faixa etária decenal com maior incidência foi a constituída por pessoas de 20 a 29 anos com, respectivamente, 34,11% e 37,50% do total de acidentes registrados. Nas doenças de trabalho, a faixa de maior incidência foi a de 30 a 39 anos, com 33,52% do total de acidentes registrados (MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, 2013).

A distribuição de acidentes do trabalho e óbitos, segundo as grandes regiões do Brasil do ano de 2013, registrou da seguinte forma: Sudeste 54,5% - 47,4%; Nordeste 12% - 15,9%; Centro-Oeste 7,2% - 10,4%; Sul 22% - 19,6% e Norte 4,4% - 6,7% (idem).

A palavra acidente tem origem latina – accidens (acaso), podendo-se definir como qualquer fato inesperado e indesejado que atrapalhe ou interrompa o andamento normal do trabalho ou acontecimento, causando um determinado dano à integridade física, ao patrimônio ou a ambos. Geralmente, tem origem por conta de fatores ambientais, sociais, instrumentais, humanos, entre outros (BARSANO, 2011 apud BARSANO; BARBOSA, 2012).

A ocorrência de acidentes e doenças decorrentes do trabalho é um fator extremamente negativo para a empresa, para o trabalhador acidentado e para os familiares deste, para a sociedade e para toda a nação. Diante de toda essa negatividade, a segurança do trabalho preconiza o conceito prevencionista, que não considera apenas o acidente do trabalho como uma causa de dano real ao trabalhador ou ao patrimônio, mas principalmente uma previsão ou antecipação de algum evento, que sob o olhar de profissionais de Segurança do Trabalho juntamente com a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho), possa desencadear, através de incidentes (quase acidentes), uma pequena lesão, uma grave lesão ou até mesmo um acidente fatal (morte do trabalhador).

Com a adoção de medidas de prevenção e orientações no que diz respeito à Saúde e Segurança do Trabalho, o número de ocorrências de acidentes e doenças poderiam ser minimizados, os riscos presentes nos ambientes de trabalho eliminados ou neutralizados, e empregador e empregado beneficiados com uma melhor e maior segurança no ambiente laboral.

O TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO tem formação de caráter multidisciplinar, consequência da forma como os conhecimentos necessários são trabalhados para o exercício das atividades profissionais.

Neste sentido, o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, instituição responsável pela maior parcela da Educação Profissional no Estado de São Paulo, considerando as tendências atuais do mercado de trabalho tem por objetivo proporcionar aos estudantes conhecimentos e práticas que os levem a apropriarem-se de tecnologias em uma condição de excelência, articulando conceitos e metodologias, estratégias e avanços técnico-mercadológicos adicionados a novos recursos humanos, a fim de corresponder, de maneira eficiente, a critérios, normas e sistemas específicos presentes neste segmento.



1.2 Objetivos

O curso de TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO tem como objetivos capacitar o aluno para:

  • elaborar e implantar a política de Saúde e Segurança do Trabalho;
  • planejar e executar programas e projetos de análise de riscos em processos de produção e demais atividades, estabelecendo metas, cronogramas, custos e procedimentos de avaliação;
  • interpretar indicadores de eficiência e eficácia dos programas implantados;
  • pontuar as variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de vida e meio ambiente;
  • desenvolver ações educativas na área de Saúde e Segurança do Trabalho.



1.3 Organização do Curso 

A necessidade e pertinência da elaboração de currículo adequado às demandas do mercado de trabalho, à formação profissional do aluno e aos princípios contidos na LDB e demais legislações pertinentes, levou o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, sob a coordenação do Prof. Almério Melquíades de Araújo, Coordenador do Ensino Médio e Técnico, a instituir o “Laboratório de Currículo” com a finalidade de atualizar, elaborar e reelaborar os Planos de Curso das Habilitações Profissionais oferecidas por esta instituição, bem como cursos de Qualificação Profissional e de Especialização Profissional Técnica de Nível Médio demandados pelo mundo de trabalho.

Especialistas, docentes e gestores educacionais foram reunidos no Laboratório de Currículo para estudar e analisar o Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos (MEC) e a CBO – Classificação Brasileira de Ocupações (Ministério do Trabalho). Uma sequência de encontros de trabalho, previamente agendados, possibilitou reflexões, pesquisas e posterior construção curricular alinhada a este mercado.

Entendemos o “Laboratório de Currículo” como o processo e os produtos relativos à pesquisa, ao desenvolvimento, à implantação e à avaliação de currículos escolares pertinentes à Educação Profissional Técnica de Nível Médio.

Partimos das leis federais brasileiras e das leis estaduais (estado de São Paulo) que regulamentam e estabelecem diretrizes e bases da educação, juntamente com pesquisa de mercado, pesquisas autônomas e avaliação das demandas por formação profissional.

O departamento que oficializa as práticas de Laboratório de Currículo é o Grupo de Formulação e Análises Curriculares (GFAC), dirigido pela Professora Fernanda Mello Demai, desde outubro de 2011.

No GFAC, definimos Currículo de Educação Profissional Técnica de Nível Médio como esquema teórico-metodológico que direciona o planejamento, a sistematização e o desenvolvimento de perfis profissionais, atribuições, atividades, competências, habilidades, bases tecnológicas, valores e conhecimentos, organizados por eixo tecnológico/área de conhecimento em componentes curriculares, a fim de atender a objetivos da Formação Profissional de Nível Médio, de acordo com as funções do mercado de trabalho e dos processos produtivos e gerenciais, bem como as demandas sociopolíticas e culturais, as relações e atores sociais da escola.

PLANOS DO CURSO

  Sobre o curso


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